O comuno-chanceler brasileiro Celso Amorim abriu uma brecha para o país apoiar a aplicação de sanções contra o Irã, dizem especialistas. A declaração de que as “ambigüidades precisam ser eliminadas”, segundo especialista entrevistado pela FALHA, foi interpretada até como uma ameaça de guerra. Confira abaixo a entrevista exclusiva da FALHA com o famoso professor de relações internacionais:

FALHA: O senhor revelou hoje que o Brasil planeja uma guerra contra o Irã. Qual a origem das suas conclusões?

O Brasil vinha sendo radicalmente contra a aplicação de sanções, só porque os programas nucleares brasileiro e iraniano são muito parecidos. Amorim parece ter finalmente nos ouvido e agora diz que é preciso “eliminar as ambigüidades”. Sabe-se, porém, que “Ambigüidades” é como a esposa do imperador persa Artaxerxes costumava chamar seu marido, ou seja, o Brasil quer decapitar o governo iraniano.

FALHA: Por favor, explique melhor.

O Irã é descendente direto do Império Persa – ou Império Medo, como também era chamado. Os medos entraram em guerra até com a pobre Grécia, mas foram derrotados. Aliás, algumas traduções erradas acabaram mudando os significados: o certo não é “guerras médicas” [do Irã contra a pobre Grécia], mas “Guerra do Medo”, e também não é “império medo”, mas “Império do Medo”. Assim é que eles se chamavam na época.

FALHA: O Brasi deveria ter medo dos iranianos?

Essa história de dizer que os iranianos eram “medos” é coisa atinga, de milhares de anos atrás. Hoje eles só metem medo nos Estados Unidos, que estão acuados lá no Conselho de Segurança da ONU, protegidos apenas pelo maior arsenal nuclear e pelas maiores forças armadas do mundo. Temos que dar apoio aos EUA.

FALHA: E o que o Brasil alegaria para declarar guerra ao Irã?

O Brasil não precisa alegar nada. Se os iranianos têm mesmo um programa nuclear semelhante ao nosso, devemos entrar em guerra para garantir mercado pra gente. Se eles querem ter a bomba atômica, temos que entrar em guerra para preservar a humanidade contra os medos. Ou seja, tem que entrar em guerra e ponto final.

FALHA: E qual o significado dessa guerra para a relação do Brasil com os Estados Unidos?

Somos permanentes amigos dos Estados Unidos, como o cachorro é amigo do dono. Aliás, eles nos deram a maior casinha de todo o quintal americano. Precisamos proteger os EUA dos medos e faremos isso. Tenho certeza.